quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Poema (8) - Deitando ao chão




Deitando ao chão 11 11 2014

Muitos deitam em camas
Rangentes, guinchantes, barulhentas
Já eu gosto da lucidez do chão
Com seu assoalho vasto e resistente textura
Porém, seu toque é frio, persistente
Faz-me sentir falta de teus braços
E dos portos e navios dos teus olhos

Vejo figura dançando entre as cortinas da janela
Enquanto a orla do tecido lambe o chão
Os dedos de minha mão sentem o aroma
E um fantasma te deita em minha sombra
Não precisas me oferecer tuas coxas
Mas aceito tuas pernas com carinho
Se aceitares a sinceridade de meus suspiros

Pois ao fim, é muito chão pra pouca carne
Deitados nesse mundo de frio estendido e solo
Só percebemos o limite de nossa pele
Quando envolvidos em outros
No escuro, no frio, a terra é como água
Cabelos ondas, corpos líquidos,

Talvez aceite um pouco das coxas...

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