Ciclo de chuvas
Abrace as pessoas como
se envolvesse a chuva
Imensa, porém frágil;
inúmera, porém pequena; Tangível, porém fugida
Lembre-se do vento:
Pessoas vêm, pessoas vão
Quem te sorri hoje,
amanhã te emparelhará os ombros
Como apenas mais alguém
numa fila de espera
Nem culpe a pessoa por
ser assim
Culpas são
inexistentes para a chuva
É natural a mudança;
de manhã não percebemos a noite
E a escuridão, da
mesma forma, não é problema; Apenas gotas de vista
Pois a chuva só existe
em seu trajeto de queda
Assim somos nos
corações uns dos outros
Cintilantes somente se
quedando; quando alcançados ao destino, desexistimos
Mas nunca pensemos
assim no fim – este é tão ilusório quanto o começo
Lagos se formam, nuvens
renascem, e a mesma chuva cairá
Sobre os mesmos campos,
sempre igual e diferente
Os ombros que se viram
hoje podem sorrir amanhã
Como sorri a graúna à
chuva que circula no sertão
Image 1

Nenhum comentário:
Postar um comentário