sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Poesia (3) - Eco de Semente





Eco de semente (24,25/03/2014)

I
Antes que houvesse cores do vazio
E a inércia do universo ardesse em fúria
Tudo se resumia ao som do frio
E a sensação incômoda de azia
Que adjudicava a aurora da luxúria
E o nascimento em flor da fantasia

II
Rompe o espaço, magnífico trovão
Enche o tempo ilusório de calor
E os tilintares loucos da paixão
Que descansavam no útero do inverno
Floresçam coloridos pelo amor
Por dentre o momentâneo dentre o eterno

III
Da noite tumular vem a manhã
Que a escura sinfonia co a alva finda
Fazendo a iridescente luz por lã
E as tranças do futuro em melodia:
Inexplicável tanto quanto és linda,
Entre o botão e a pétala alegria

IV
Compõem-te o ledo dia a grama pele
Os rios, teus cabelos; olhos, céus
És tudo e ainda mais que se pincele
Tão misteriosamente como a Lua
Beijando os corações, dançando os véus
Inexoravelmente a/és vida nua

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Um poema um tanto labiríntico. Será que vocês conseguem descobrir sobre o que se trata?


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